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MOÇAS E GARÇAS
O rio mergulhava em nossas tardes e nos vinha inundar os olhos, enquanto olhávamos as garças que pousavam nas pedras baixas, com suas asas talhadas: chegássemos mais perto delas, voejavam no lençol corrente, e só as águas sobravam.
O rio se afogava em nossas noites e nos vinha inundar os sonhos, enquanto olhávamos as moças que escoavam nas pedras baixas, com suas curvas molhadas: chegássemos mais perto delas, diluíam-se na água corrente e só os desejos sobravam.
Envio carlos Machado, poesia.net
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